terça-feira, 9 de maio de 2017
 Comunidade de Areia Branca acompanhou ação
 Crianças acompanharam soltura das tartarugas
Flávio Lima e Bernadete Fragoso são coordenadores do projeto
A soltura de duas tartarugas marinhas foi acompanhada de perto por dezenas de crianças do município de Areia Branca, na praia de Upanema.  A  professora e pesquisadora Bernadete Fragoso (Uern) falava sobre educação ambiental, conscientização e empolgava as crianças destacando a importância desse momento. Consolidado devido ao trabalho de monitoramento, resgate e proteção de animais marinhos, o projeto institucional Cetáceos da Costa Branca, desenvolvido pela Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (Uern) há quase 20 anos, já é referência no Brasil. A ação de soltura das tartarugas, bem como uma visita técnica, foram realizadas pelo projeto. Conforme o professor Dr. Flávio Lima (Uern), coordenador do projeto, o monitoramento realizado pelo Cetáceos da Costa Branca abrange uma faixa litorânea de 400 km do Rio Grande do Norte e mais 150 Km do Ceará – de Caiçara do Norte (RN) até Aquiraz (CE). Duas tartarugas foram entregues ao mar   os  animais foram  encontrados em rede por pescadores de Aracati (CE). Uma de suas patas estava com lesão causada por arpão.  A  tartaruga-de-pente  viveu dois anos em cativeiro até ser entregue ao projeto Cetáceos. Ela foi resgatada quando eclodiu do ovo, na praia de Batoque, em Aquiraz (CE). “Essa situação é um exemplo para as pessoas. Muita gente pode até pensar que está fazendo o bem cuidando desses animais, mas não é o ambiente ideal para animais silvestres. Esse período de dois anos é o tempo que o animal adquire as experiências necessárias ao ambiente marinho”, ressalta o prof. Flávio Lima, acrescentando que sempre há o risco de zoonose.   Além da Base de reabilitação de Areia Branca, o projeto possui outras bases de apoio e pesquisa. Em Mossoró, a base é voltada para pesquisa e diagnóstico de morte dos animais. O Centro de Diagnóstico está localizado no Campus Central da Uern.

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